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O governo de São Paulo confirmou, nesta terça-feira (28), dois novos casos importados de Sarampo na capital paulista. Um dos pacientes é um homem de 42 anos, residente da Guatemala. O outro é um bebê de apenas seis meses, sem vacinação e com histórico de viagem à Bolívia no início do ano.
O dado preocupa as autoridades sanitárias: em todo o ano de 2025, apenas dois casos importados foram registrados — o mesmo número já contabilizado em apenas quatro meses de 2026. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo acendeu o sinal de alerta diante do avanço da doença.
"A Pasta ressalta que monitora continuamente o cenário epidemiológico do sarampo e reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção, especialmente diante do aumento do fluxo internacional de viajantes para grandes eventos realizados em países com registro de surtos", diz trecho do comunicado da Secretaria.
Copa do Mundo eleva preocupação com o Sarampo
A Copa do Mundo, prevista para acontecer entre junho e julho deste ano, acrescenta uma camada adicional de risco ao cenário epidemiológico. O torneio será realizado em três países que enfrentam surtos ativos da doença: Estados Unidos, Canadá e México.
Diante disso, o Ministério da Saúde emitiu um alerta iminente de disseminação do Sarampo no Brasil, considerando que um grande número de brasileiros deve viajar para esses destinos durante o evento. Para o Ministério, o cenário nas Américas é de alta transmissibilidade do Sarampo, o que torna a vacinação ainda mais urgente para quem pretende participar ou acompanhar a competição.
Veja quem precisa se vacinar:
Crianças: a vacina contra o Sarampo integra o Calendário Nacional de Vacinação. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses (tríplice viral — Sarampo, caxumba e rubéola) e a segunda aos 15 meses (tetra viral — Sarampo, caxumba, rubéola e varicela);
Pessoas de 5 a 29 anos devem tomar duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Quem comprovar duas doses da tríplice viral é considerado vacinado;
Pessoas de 30 a 59 anos devem tomar uma dose da vacina. Quem comprovar uma dose da tríplice viral é considerado vacinado;
Trabalhadores da saúde devem receber duas doses da tríplice viral, a depender da situação vacinal, independentemente da idade. Considera-se vacinado o profissional que comprovar duas doses.
Com o aumento do fluxo internacional de viajantes e a proximidade de um evento de escala global, as autoridades reforçam que a vacinação continua sendo a principal ferramenta de proteção contra o Sarampo e pedem atenção especial ao calendário vacinal antes de qualquer viagem internacional.