
Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos - Foto: Nathan Frandino
A Meta anunciou internamente nesta quinta-feira (23) que demitirá aproximadamente 8 mil funcionários, o que representa cerca de 10% de sua força de trabalho atual. Além disso, a empresa também eliminará outras 6 mil vagas que ainda não foram preenchidas. A informação foi divulgada pela agência France Presse (AFP), que citou uma fonte próxima ao caso.
Esta nova onda de demissões ocorre enquanto a empresa intensifica seus investimentos em inteligência artificial. Em comunicado interno, Janelle Gale, diretora de recursos humanos da Meta, afirmou que a decisão faz parte dos esforços da empresa para "gerir a companhia de forma mais eficiente e compensar os investimentos" do grupo, que está participando ativamente da corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial (IA).
Esta não é a primeira vez que a Meta realiza demissões em massa. A empresa, que é proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, já havia iniciado sua primeira rodada de cortes em 2022, quando 11 mil postos de trabalho foram eliminados. Em março de 2023, uma segunda rodada resultou em mais 10 mil demissões.
De acordo com documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a Meta contava com 78.865 funcionários no final de dezembro. Entre o fim de 2023 e o fim de 2025, o quadro de funcionários da empresa cresceu em mais de 11 mil pessoas, demonstrando um período de expansão antes desta nova reestruturação.
Embora a inteligência artificial não tenha sido mencionada diretamente como motivo para a redução de pessoal anunciada nesta quinta-feira, o diretor-executivo Mark Zuckerberg já havia associado essa tecnologia à redução de custos no final de janeiro. "Projetos que antes exigiam grandes equipes agora são concluídos por uma única pessoa altamente qualificada", afirmou Zuckerberg, sinalizando como a IA está transformando os processos de trabalho dentro da empresa.
Ao mesmo tempo em que reduz sua força de trabalho, a Meta está investindo quantias significativas no desenvolvimento e uso de inteligência artificial. A empresa, com sede em Menlo Park, Califórnia, planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões (aproximadamente R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões) até 2026, principalmente para garantir a infraestrutura necessária para IA, incluindo chips especializados e centros de dados.
No final de fevereiro, a Meta anunciou um acordo com a AMD para a compra de milhões de chips por pelo menos US$ 60 bilhões (cerca de R$ 297 bilhões), demonstrando seu compromisso com o avanço tecnológico nesta área.
Estas movimentações indicam uma clara mudança estratégica na Meta, que está reduzindo custos com pessoal enquanto direciona recursos substanciais para o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial, consideradas fundamentais para o futuro da empresa no mercado tecnológico global.