
Lula e Rodrigo Pacheco — Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estará presente na cerimônia de filiação do senador Rodrigo Pacheco ao PSB, que acontecerá na noite desta quarta-feira (1º), em Brasília. O petista, que tem sido o maior incentivador de uma possível candidatura de Pacheco ao Governo de Minas Gerais, estará cumprindo agenda no Nordeste, com compromissos no Ceará e finalizando o dia em Salvador, na Bahia.
A ausência de Lula no evento chamou atenção, já que o presidente vem fazendo uma intensa campanha pública pela candidatura do senador ao governo mineiro. Apesar da filiação não confirmar oficialmente que Pacheco concorrerá ao cargo, este movimento o aproxima significativamente da decisão, ao inseri-lo em um partido que é aliado de primeira hora do governo federal.
O evento de filiação contará com figuras importantes do PSB, incluindo:
* O presidente nacional do partido e prefeito de Recife, João Campos, que estará presente para dar as boas-vindas ao novo filiado
* O presidente do diretório mineiro e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Costa, representando a liderança regional do partido
* O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), cuja presença reforça a importância estratégica desta filiação para o partido e para o governo
Desde fevereiro de 2024, Lula tem feito convites públicos e reiterados para que Pacheco dispute o Governo de Minas Gerais. Esta movimentação do presidente não visa apenas apoiar o senador, mas também busca garantir um palanque forte para sua própria campanha à reeleição em 2026, considerando que Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país.
O período de mais de dois anos foi marcado pela hesitação de Pacheco quanto à candidatura. No entanto, com a filiação ao PSB, o senador parece estar finalmente se aproximando de oficializar sua entrada na disputa pelo Palácio Tiradentes, sede do governo mineiro.
A movimentação política de Pacheco é considerada estratégica tanto para o PSB quanto para o projeto de reeleição de Lula, que tem demonstrado especial interesse em fortalecer alianças em estados-chave como Minas Gerais para as eleições de 2026.