
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 27, que falta pouco tempo para a Petrobras anunciar se há ou não petróleo a ser explorado na Margem Equatorial. A declaração foi feita em entrevista ao telejornal JAM1, afiliada da Rede Globo no Amazonas, com foco em temas regionais. Durante a entrevista, Lula demonstrou otimismo sobre o potencial petrolífero da região. "Falta pouco tempo para a Petrobras anunciar se tem ou não o petróleo que a gente pensa que tem. Tudo está feito, temos muita responsabilidade, e temos a vantagem da expertise da Petrobras", afirmou o presidente.
Lula também destacou os possíveis benefícios econômicos para a região Norte caso a exploração seja confirmada. "Se tiver a quantidade de petróleo que a gente imagina que tem, vai ser muito bom para desenvolver a região. Não só o Amapá, mas todos os Estados do Norte têm de ser beneficiados", acrescentou. O presidente voltou a abordar a BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), tema que já havia mencionado na terça-feira durante passagem pela capital amazonense. Lula classificou a via como a rodovia "ambientalmente mais bem situada da Terra" e reforçou a importância da integração regional.
"É importante que Manaus tenha acesso a Porto Velho e integre Roraima, porque não faz sentido as cidades não se comunicarem", disse. Sobre os aspectos ambientais da obra, Lula garantiu que todas as etapas foram estudadas com cuidado. "Estudamos muito a questão ambiental. Não falta mais nada, falta começar a fazer agora. Estamos fazendo PPP parceria público-privada para que a gente não só construa estrada, mas para evitar que aventureiros desmatem a margem da estrada", declarou. Além disso, Lula afirmou que o governo brasileiro "está preparado" e "estruturado" para enfrentar os desafios climáticos relacionados ao El Niño.
O presidente também prometeu concluir a Ferrogrão e reiterou o compromisso do governo com o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, dizendo não ter "nada contra" o Rio de Janeiro e São Paulo, mas enfatizando a prioridade de reduzir desigualdades regionais.