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O PT decidiu não adotar o discurso "antissistema" como estratégia eleitoral, contrariando sugestões de alguns parlamentares após a derrota de Jorge Messias na indicação ao STF. Na cúpula do partido, a avaliação é de que seria incoerente para uma legenda que está no quinto mandato presidencial tentar convencer o eleitor de que não faz parte do sistema. A aposta, segundo fontes envolvidas no debate interno, é em motes como "combater privilégios" e "investigar os poderosos do andar de cima".
Apesar de líderes partidários admitirem que a derrota da indicação presidencial à Suprema Corte teve peso histórico pelo seu ineditismo, o monitoramento de redes sociais não identificou os temas — Messias e a derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria — como muito relevantes para o público em geral. Segundo uma liderança petista, fora das bolhas de convertidos bolsonaristas e petistas, as menções ao tema do Senado não superaram 6% do total. Outros assuntos, como Shakira, Virgínia, Luana Piovani e as chuvas no Ceará, tiveram mais relevância nas discussões online.
A conclusão interna do PT é de que não há urgência em reajustar a comunicação do partido. A estratégia segue focada em defender as ações do governo Lula e na comparação com a gestão anterior, de Jair Bolsonaro, além de relembrar a história de Flávio Bolsonaro. Nesse sentido, o PT lançou uma campanha específica para o Dia do Trabalhador, intitulada "Primeiro de Maio. Primeiro Você". O partido também deve lançar em breve uma nova campanha sobre o fim da escala 6x1, reforçando o posicionamento em torno de pautas trabalhistas. O cenário indica que o PT mantém sua linha de comunicação institucional, sem mudanças de rota significativas motivadas pelos episódios recentes no Congresso e no Judiciário.