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A Copasa protocolou um pedido de oferta pública secundária de ações que pode movimentar mais de R$ 10 bilhões e dar início à privatização da companhia de água e saneamento de Minas Gerais. O vendedor das ações será o próprio Estado de Minas Gerais, atual controlador da empresa. A operação prevê uma oferta inicial de 171.113.881 ações ordinárias, com um lote adicional de 19.135.730 papéis. Considerando o preço de fechamento das ações da Copasa no último dia 19, de R$ 52,77 — valor citado no prospecto preliminar —, a oferta pode movimentar R$ 10,04 bilhões, já incluindo as ações adicionais.
A precificação dos papéis está prevista para o dia 2 de junho. A operação foi registrada sob o ritmo automático e prevê uma colocação mínima de 114.075.921 ações. Caso os lotes base e adicional sejam integralmente vendidos, o governo do Estado de Minas Gerais deixará de ter qualquer participação na Copasa. Atualmente, o Estado detém 50,03% da companhia, o que lhe garante o controle da empresa.
A oferta conta com um time robusto de coordenadores financeiros: o BTG Pactual atua como coordenador líder, ao lado do Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB. A conclusão bem-sucedida da operação representaria a privatização efetiva da Copasa, encerrando décadas de controle estatal sobre a companhia mineira de saneamento.