
Israel e os EUA lançaram ataques contra o Irã, em Teerã
O Irã interrompeu as negociações com os Estados Unidos e comunicou ao Paquistão que não participará mais de conversas sobre um cessar-fogo, conforme informações de três altos funcionários iranianos concedidas ao jornal New York Times.
Esta decisão ocorre em um momento de crescente tensão na região, sem sinais imediatos de que o diálogo possa ser retomado em breve. As autoridades não revelaram os motivos específicos para a suspensão das negociações, nem mencionaram quais seriam as condições necessárias para que o Irã retorne à mesa de negociações.
A situação se agrava em meio a uma série de eventos que aumentam a instabilidade na região. Nesta terça-feira, 7, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma ameaça direta ao Irã declarando que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada".
Esta declaração faz referência ao prazo final estabelecido por Washington para que Teerã feche um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, que se encerra às 21 horas (horário de Brasília).
Com a aproximação do fim do prazo estabelecido pelos Estados Unidos, o governo iraniano tomou medidas para proteger infraestruturas consideradas estratégicas. Autoridades iranianas convocaram a população, principalmente os jovens, a formar correntes humanas ao redor de usinas de energia.
Em uma mensagem em vídeo, Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, solicitou a mobilização de "jovens, atletas, artistas, estudantes, universitários e professores". Ele enfatizou que "as usinas de energia são nossos ativos e capital nacional".
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também se manifestou na rede social X, afirmando que 14 milhões de iranianos responderam às campanhas da mídia estatal e às mensagens de texto que incentivavam as pessoas a se voluntariarem para lutar. "Eu também estive, estou e continuarei pronto para dar a minha vida pelo Irã", escreveu Pezeshkian.
A suspensão das negociações representa um retrocesso significativo nos esforços diplomáticos para reduzir as tensões entre o Irã e os Estados Unidos, deixando a região em estado de alerta quanto aos possíveis desdobramentos deste impasse.