Trump ameaça Irã: "Uma civilização inteira morrerá esta noite"

Foto: Oficial da Casa Branca/Shealah Craighead
Presidente dos EUA deu ultimato para reabertura do Estreito de Ormuz até às 21h desta terça-feira, alegando uma mudança de regime no país que não foi confirmada por fontes iranianas
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, emitiu um ultimato ao Irã com uma ameaça alarmante de que "uma civilização inteira morrerá esta noite" caso o país não reabra o Estreito de Ormuz até as 21h desta terça-feira (7). A declaração foi feita através de sua plataforma Truth Social, onde Trump costuma fazer a maioria de seus pronunciamentos durante o conflito.
Na mesma publicação, Trump afirmou que o Irã passou por uma "Mudança de Regime Completa e Total", uma informação que não foi confirmada por nenhuma fonte iraniana. O presidente americano sugeriu que essa suposta mudança poderia levar a um desfecho "revolucionário e maravilhoso" para a situação de tensão entre os países.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou em entrevista coletiva que este suposto novo regime estaria disposto a negociar um acordo de paz. No entanto, o governo iraniano negou qualquer intenção de reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo temporário, contradizendo as afirmações americanas sobre um possível acordo intermediado pelo Paquistão.
O Estreito de Ormuz, atualmente sob controle do governo iraniano, é responsável por aproximadamente 20% do tráfego mundial de petróleo e gás natural, o que explica o interesse estratégico dos Estados Unidos na reabertura desta passagem marítima.
De acordo com fontes próximas às negociações, o esboço do acordo de paz proposto consistiria em duas etapas principais: primeiramente um cessar-fogo imediato, seguido por um acordo mais amplo que poderia ser finalizado em um prazo de 15 a 20 dias.
Esta não é a primeira ameaça feita por Trump durante este conflito. No sábado (4), o presidente americano já havia advertido que poderia desatar um "inferno" caso o Irã não chegasse a um acordo em 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz.
A situação permanece tensa enquanto o prazo do ultimato se aproxima, com implicações potencialmente graves para a estabilidade regional e o mercado global de energia.