Presidente pede ajuda para reabrir Estreito de Ormuz

Trump diz que EUA destruíram mais de 7 mil alvos no Irã e afirma que ofensiva continuará
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (16) a destruição de instalações militares no Irã, intensificando as tensões no conflito do Oriente Médio. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no Kennedy Center, em Washington.
Durante seu pronunciamento, Trump detalhou a extensão da campanha militar americana contra o Irã, revelando números significativos das operações realizadas nas últimas três semanas:
* As forças americanas atingiram mais de 7 mil alvos em território iraniano, incluindo instalações militares e comerciais
* Aproximadamente 100 embarcações iranianas foram destruídas nos últimos dias
* As operações militares continuam com “força máxima”, segundo o presidente americano
Trump dedicou especial atenção à situação do Estreito de Ormuz, fazendo um apelo direto a países europeus e asiáticos, incluindo China, Coreia do Sul e Japão, para auxiliarem na reabertura do tráfego marítimo na região. O estreito é considerado um ponto crítico para o comércio global de petróleo, com cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitando diariamente, representando aproximadamente 20% do consumo global.
Em resposta às declarações americanas, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, manifestou a disposição do país em manter o conflito contra Israel e Estados Unidos “pelo tempo que for necessário”. A declaração surge após Trump ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo iraniana, alegando que “os termos ainda não são bons o suficiente”.
“Acredito que, a esta altura, eles já aprenderam uma boa lição e entenderam com que tipo de nação estão lidando, uma que não hesita em se defender e está disposta a continuar com a guerra até onde for necessário, e a levá-la tão longe quanto for preciso”, afirmou Araghchi em entrevista coletiva.
A escalada do conflito e o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, utilizando drones, mísseis e minas, continua impactando significativamente o comércio marítimo internacional e o mercado global de energia.