
Ataques de Israel no Líbano
Menos de 24 horas após a prorrogação da trégua por 45 dias, Israel retomou os ataques ao sul do Líbano. Antes dos bombardeios, as forças armadas israelenses ordenaram a evacuação de civis de nove localidades na região.
No mesmo dia, o exército confirmou a morte de um soldado israelense em território libanês, morto por militantes do Hezbollah. O capitão Maoz Israel Recanati, de 24 anos, "caiu em combate no sul do Líbano", informou o Exército, sem fornecer detalhes adicionais. Desde o início do conflito, Israel registrou a morte de 20 soldados e um contratado civil no país vizinho.
O Líbano descreveu a ampliação da trégua como um "respiro essencial", mas reforçou a necessidade de "implementar um processo em etapas e verificável", com o respaldo de Washington.
O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam aproveitou o momento para acusar o movimento pró-iraniano Hezbollah de ter arrastado o país a uma nova guerra "irresponsável", pedindo apoio dos países árabes e da comunidade internacional nas negociações com Israel.
"Basta destas aventuras irresponsáveis que servem a projetos ou interesses estrangeiros", declarou Salam.
A declaração reflete a tensão interna no Líbano diante da retomada das hostilidades por parte de Israel, mesmo com o acordo de cessar-fogo ainda em vigor.