Média é de R$ 94,2 mil mensais

Sede do TJMG | Foto: TJMG/Reprodução
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) destaca-se entre as instituições judiciárias com as maiores remunerações do país, revelando um cenário de vencimentos significativamente acima do teto constitucional.
Magistrados mineiros que ingressaram no serviço público em 1990 receberam, em fevereiro de 2026, remunerações que chegaram a R$ 148,3 mil, valor três vezes superior ao teto do Supremo Tribunal Federal (STF). O subsídio base de R$ 39,7 mil, que deveria representar 90,25% do salário de ministro do STF, é complementado por R$ 108,6 mil em benefícios e vantagens pessoais.
* Auxílio alimentação
* Auxílio creche
* Auxílio pré-escolar
* Auxílio saúde
* Licença compensatória (um dia de descanso a cada três trabalhados)
* 60 dias de férias anuais
* Possibilidade de converter a licença compensatória em dinheiro
* Pagamentos retroativos de “direitos” reconhecidos administrativamente
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2024, o TJMG ocupa a quinta posição entre os tribunais com maiores médias salariais do país. Os desembargadores mineiros recebem, em média, R$ 94,2 mil mensais, ficando atrás apenas dos tribunais do Mato Grosso, Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso do Sul.
Com as novas regras de transição estabelecidas pelo STF, a composição salarial sofrerá alterações significativas. O novo cálculo prevê um subsídio básico de R$ 39,7 mil, acrescido de 35% do teto indenizatório (R$ 13,9 mil) e, para aqueles com 35 anos de serviço, um Adicional por Tempo de Serviço (ATS) de até R$ 13,9 mil, totalizando R$ 67,5 mil brutos.
A mudança tem gerado preocupação tanto na magistratura mineira quanto no Ministério Público de Minas Gerais, que tradicionalmente acompanha os benefícios concedidos pelo TJMG. A expectativa é que as discussões sobre o tema sejam transferidas para o Congresso Nacional, que deverá legislar sobre a questão.