Rômulo Silva Rodrigues (PRTB), vice-prefeito de Ubá, de 42 anos, conhecido como “Cabo Rominho”, está entre as 4.480 pessoas desalojadas após o temporal que atingiu a cidade na noite de segunda-feira (23). Sua residência foi condenada pela Defesa Civil, em um evento que deixou sete mortos e 27 pessoas desabrigadas na cidade.
O vice-prefeito residia há 26 anos em uma casa na Rua Professora Aleocádia Godinho, no bairro Jardim Negrito, junto com sua esposa Marceli de Oliveira Rodrigues, de 35 anos, e seus três filhos, de 16, 12 e 2 anos. A estrutura do imóvel foi severamente comprometida, apresentando trincas e o desmoronamento do muro frontal.
* A família foi forçada a evacuar a residência na madrugada de terça-feira (24), encontrando abrigo na casa da sogra. Durante a evacuação, Rômulo Silva Rodrigues estava nas ruas alertando a população sobre os riscos do temporal.
* “A frente da minha casa cedeu por causa da água da chuva. A Defesa Civil mandou sair, e nos refugiamos na casa da minha sogra. Tenho medo de furto e estou procurando outro lugar para a gente morar”, relatou o vice-prefeito.
* O imóvel foi completamente interditado e não poderá ser utilizado. Devido ao risco de desabamento natural, a demolição não será realizada no momento.
* 8 imóveis desabaram na cidade
* 6 prédios públicos foram danificados, incluindo:
– 1 Policlínica
– 1 Centro de Especialidades Odontológicas
– 1 Farmácia Municipal
– 1 Unidade de Saúde
– 2 escolas municipais
A cidade registrou danos significativos em sua infraestrutura, afetando pavimentação urbana, drenagem pluvial, contenções, sinalização viária e encostas. Apesar de a água não ter invadido o interior de sua residência, Rômulo Silva Rodrigues planeja retirar móveis e pertences com autorização da Defesa Civil.
“Estou sem chão. Tudo o que eu tinha estava ali. Perdemos nossa casa. Mas, felizmente, estamos vivos”, concluiu o vice-prefeito.
O temporal resultou em 27 pessoas desabrigadas, que foram acolhidas na Casa de Oração, e 4.480 desalojados (aproximadamente 1.100 famílias), que estão sendo acompanhados por assistentes sociais e psicólogos.