Ele morreu após ser surpreendido por aumento do fluxo de água em cachoeira na Serra do Cipó, em Santana do Riacho, Minas Gerais

Praticante de rapel é a 11ª morte em Minas por período chuvoso
A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou a 11ª morte relacionada ao período chuvoso atual. A vítima mais recente é um homem de 35 anos, residente de Belo Horizonte, que faleceu durante a prática de rapel na Cachoeira do Batista, localizada na Serra do Cipó, em Santana do Riacho (MG), no último sábado.
O acidente ocorreu quando o praticante foi surpreendido por um súbito aumento no fluxo de água da cachoeira, fenômeno similar a uma cabeça d”água, que é caracterizado pela elevação rápida e violenta do nível de água causada por chuvas na cabeceira.
* O homem, que estava equipado com roupa neoprene e equipamentos de escalada, caiu da rota de rapel entre as pedras da cachoeira devido à força da água
* O Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Militar realizaram uma operação conjunta, percorrendo a trilha até localizar a vítima sem vida
* Devido à dificuldade de acesso ao local pela perícia técnica, os bombeiros transportaram o corpo até a Unidade Básica de Saúde Teobaldo Inácio da Silva
* A Defesa Civil registra 168 municípios afetados pelas chuvas, com 95 em situação de emergência
* Atualmente há 5 mil pessoas desalojadas e 610 desabrigadas em todo o estado
* O órgão já distribuiu diversos kits de assistência, incluindo 477 kits dormitório, 483 kits higiene, 133 kits limpeza, 473 colchões e 1 mil cestas básicas
Entre as outras vítimas do período chuvoso, destacam-se casos em Sabará, São Thomé das Letras, Pouso Alegre, Santa Rita de Caldas e João Pinheiro. Um caso particularmente trágico ocorreu na Comunidade do Prata, em Eugenópolis, onde quatro membros da mesma família faleceram devido a um deslizamento de terra.
Em comparação com o período anterior, os números atuais são menores. No mesmo período do ano passado, já haviam sido registradas 26 mortes relacionadas às chuvas em Minas Gerais, enquanto o atual período contabiliza 11 óbitos.
A Defesa Civil mantém seu trabalho de monitoramento e assistência, com distribuição contínua de suprimentos essenciais para as populações afetadas pelas chuvas em todo o estado.