Casos ocorrem em BH e Contagem

Mpox | Foto: Wikimedia Commons
Três casos de Mpox, anteriormente conhecida como monkeypox, foram confirmados em Minas Gerais nos dois primeiros meses de 2026. Dois registros ocorreram em Belo Horizonte e um em Contagem, na região metropolitana, afetando homens entre 35 e 45 anos. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), todos os pacientes já se recuperaram.
O Brasil já contabiliza 48 casos da doença, com maior concentração em São Paulo, conforme dados do Ministério da Saúde. A situação ganha ainda mais relevância com a descoberta de uma nova variante no exterior e a realização de eventos de grande porte, como o Carnaval.
A Mpox, causada por um vírus da mesma família da varíola humana, apresenta características específicas:
* Os principais sintomas incluem febre, aumento dos gânglios linfáticos e lesões cutâneas que podem ser confundidas com catapora ou herpes genital, conforme explica a infectologista Melissa Valentini.
* O diagnóstico é realizado através de coleta de material das lesões, utilizando a técnica de PCR para detectar o material genético do vírus.
* Durante o tratamento, o paciente deve permanecer isolado até o desaparecimento completo das lesões.
Uma nova variante foi identificada recentemente, resultante de combinação genética, com casos detectados no Reino Unido em dezembro de 2025 e na Índia em setembro do mesmo ano. “Esses dois casos não têm correlação epidemiológica entre si, o que indica transmissões independentes. Ainda não sabemos se essa variante é mais transmissível, mais grave ou se mantém o padrão de transmissão sexual observado anteriormente”, ressalta a infectologista.
Quanto à prevenção, a vacina utilizada é a mesma desenvolvida contra a varíola, disponibilizada no Brasil através de doações internacionais, priorizando grupos vulneráveis, especialmente pessoas imunossuprimidas. Não há disponibilidade ampla do imunizante nas redes pública e privada.
A SES-MG mantém monitoramento constante do cenário epidemiológico, enquanto o Ministério da Saúde trabalha em conjunto com as vigilâncias estaduais. “O país segue com vigilância ativa e resposta estruturada para a mpox e reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para a identificação precoce, manejo clínico adequado e acompanhamento dos pacientes”, informou o ministério.
Os especialistas recomendam que, diante de sintomas como febre associada a lesões cutâneas e aumento de gânglios, especialmente após contato íntimo desprotegido, deve-se buscar avaliação médica imediata.