O Índice de Confiança do Comércio (Icom) da FGV registrou uma queda significativa em fevereiro, marcando uma reversão após cinco meses sem resultados negativos. O indicador recuou 4,0 pontos em relação a janeiro, atingindo 87,3 pontos, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas.
A queda na confiança foi observada em todos os seis principais segmentos do setor comercial, sendo principalmente influenciada pelo recuo nas projeções de vendas para os próximos meses. O cenário atual apresenta desafios significativos para o varejo, incluindo a política monetária restritiva e o alto endividamento das famílias.
* O Índice de Situação Atual (ISA-COM) apresentou queda de 3,9 pontos, chegando a 85,6 pontos, com diminuição tanto na avaliação da situação atual dos negócios quanto no volume de demanda.
* O Índice de Expectativas (IE-COM) registrou declínio de 4,2 pontos, alcançando 89,5 pontos, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas. As perspectivas de vendas para os próximos três meses recuaram 5,8 pontos.
* O indicador de volume de demanda atual atingiu seu menor nível desde fevereiro de 2022, com uma queda de 4,8 pontos, chegando a 85,4 pontos.
A economista Geórgia Veloso, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), destaca: “A confiança do comércio caiu após cinco meses sem resultados negativos, tendo como principal fator uma reversão na tendência das expectativas”.
Um ponto positivo observado foi a redução no Indicador de Desconforto do Comércio, que mede fatores limitantes como demanda insuficiente e custo financeiro. Segundo a FGV, esta diminuição está principalmente relacionada à menor frequência de citações sobre demanda insuficiente como fator limitativo.
A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 24 de fevereiro, coletando informações do setor comercial em todo o país.