A Azul Linhas Aéreas anunciou seus planos de expansão e reestruturação após a conclusão do processo de Chapter 11. Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (23), o CEO John Rodgerson detalhou as estratégias futuras da companhia, incluindo a retomada do crescimento internacional a partir de 2027.
A companhia aérea passará por uma significativa transformação em sua frota e estrutura financeira, marcando uma nova fase após a saída do processo similar à recuperação judicial nos Estados Unidos.
* A Azul receberá dois novos aviões A330neo nos próximos meses, substituindo aeronaves mais antigas com custos mais elevados de arrendamento
* A empresa manterá o recebimento regular de 5 a 6 aeronaves da Embraer por ano
* Três aviões que estavam inativos por questões técnicas serão reativados
* A frota atual conta com 175 aeronaves ativas
* Redução de US$ 1,1 bilhão nas dívidas de empréstimos e financiamentos
* Diminuição de aproximadamente 40% nas obrigações de arrendamento de aeronaves
* Redução total de cerca de US$ 2,5 bilhões nos dividendos
* Captação de US$ 850 milhões em novos investimentos em ações
A Azul confirmou que as companhias American Airlines e United Airlines terão participação de 8% cada uma na empresa, mediante investimentos de US$ 100 milhões anunciados em 19 de fevereiro. A parceria com a American Airlines ainda aguarda aprovação do Cade.
O CEO John Rodgerson descartou definitivamente a possibilidade de fusão com a Gol, afirmando: “Não está na mesa. Saímos do processo com dívida menor e uma empresa mais saudável”.
O ano de 2026 será dedicado à reorganização operacional, com foco na substituição de aeronaves e reorganização da malha aérea, preparando o terreno para a expansão internacional planejada para 2027. A Azul já mantém rotas para Estados Unidos, Europa, Montevidéu e, sazonalmente, Bariloche.