Caso ocorreu entre Congonhas e Ouro Preto

Foto: Reprodução
A Vale enfrentou um incidente significativo com o rompimento de um dique em sua Mina de Fábrica, localizada entre Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, durante a madrugada do domingo (25). O evento resultou no extravasamento de água com sedimentos, provocando impactos em áreas adjacentes.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reagiu prontamente ao incidente, determinando uma série de medidas através da Agência Nacional de Mineração (ANM). As ações visam garantir a segurança das comunidades locais e a proteção ambiental.
* Durante seu retorno de missão oficial à China, o ministro Silveira emitiu um ofício à ANM ordenando:
– Fiscalização rigorosa de todas as estruturas impactadas
– Implementação de medidas técnicas para solucionar a ocorrência
– Possível interdição das operações, se necessário
– Acionamento de órgãos federais, estaduais e municipais
* A Vale se manifestou sobre o incidente através de nota oficial:
– Classificou o evento como “extravasamento de água com sedimentos”
– Afirmou que já comunicou os órgãos competentes
– Garantiu que o ocorrido não tem relação com suas barragens na região
– Ressaltou que suas estruturas seguem monitoradas 24 horas por dia
O incidente coincidiu com uma data significativa: o sétimo aniversário do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, que resultou em 270 mortes (ou 272, considerando as vítimas que estavam grávidas).
A CSN Mineração, empresa vizinha, informou que sua unidade Pires, em Ouro Preto, foi afetada pelo incidente, com alagamento em diversas áreas incluindo almoxarifado, acessos internos e oficinas mecânicas.
O Ministério de Minas e Energia estabeleceu que a ANM deve manter informações contínuas sobre as ações de fiscalização, além de determinar a abertura de um processo específico para apurar responsabilidades relacionadas ao episódio.