
Xi Jinping e Vladimir Putin - © SPUTNIK/ALEKSEY DRUZHININ/KREMLIN
China e Rússia assinaram cerca de 20 acordos de cooperação durante a visita do presidente russo, Vladimir Putin, a Pequim, nesta quarta-feira (20).
O encontro marcou mais um passo no fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países, com compromissos que abrangem áreas como energia, tecnologia, comércio, ciência e infraestrutura.
Em comunicado conjunto, os dois governos defenderam uma ordem mundial "multipolar" e criticaram ações unilaterais no cenário internacional.
A visita de Putin à China ocorre poucos dias após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por Pequim, o que reforça o caráter estratégico do encontro sino-russo.
Durante as reuniões, Putin afirmou que as relações entre Rússia e China atingiram um "nível sem precedentes".
O presidente chinês, Xi Jinping, destacou que a cooperação entre os dois países contribui para promover a estabilidade global em meio ao aumento das tensões internacionais.
Putin reforçou ainda a importância da China como principal parceira comercial da Rússia, especialmente após as sanções impostas pelo Ocidente desde o início da guerra na Ucrânia.
O comércio bilateral entre os dois países tem crescido de forma expressiva nos últimos anos, consolidando essa relação como um dos pilares da política externa russa.
Os dois governos também se posicionaram contra o projeto antimísseis "Domo de Ouro", proposto por Donald Trump, afirmando que a iniciativa representa uma ameaça à estabilidade estratégica global.
Moscou e Pequim ainda acusaram Washington de agir de forma irresponsável ao não buscar um novo acordo para substituir um histórico tratado de controle nuclear, aprofundando as críticas conjuntas à política externa americana.