
Fonte: Wikipédia; Plataforma P-51, destinada a produção de petróleo e gás natural.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou para cima suas projeções para a produção brasileira de combustíveis líquidos nos anos de 2026 e 2027. Segundo relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, 13, a estimativa de crescimento para 2026 passou de 4,6 milhões de barris por dia (bpd) para 4,7 milhões de bpd, um aumento de 270 mil bpd. O grupo alerta, porém, que o aumento dos custos de desenvolvimento e as pressões inflacionárias contínuas seguem desafiando a viabilidade econômica dos projetos offshore no país.
De acordo com a Opep, a produção de petróleo bruto do Brasil registrou alta de cerca de 184 mil bpd em março em relação a fevereiro, atingindo média de 4,2 milhões de bpd. A produção de líquidos de gás natural permaneceu praticamente estável, em torno de 98 mil bpd, enquanto a de biocombustíveis, principalmente etanol, se manteve em cerca de 700 mil bpd. Dados preliminares apontam tendência estável para abril nesse segmento.
O relatório da Opep também destaca que a produção total de combustíveis líquidos do Brasil cresceu cerca de 183 mil bpd em março na comparação com o mês anterior, alcançando 5,0 milhões de bpd. Esse resultado representa uma alta de aproximadamente 700 mil bpd na comparação anual, evidenciando o ritmo de expansão do setor energético brasileiro. Para 2027, a Opep igualmente elevou sua projeção de crescimento da oferta brasileira, estimando alta de 140 mil bpd e média de 4,8 milhões de bpd, acima dos 4,7 milhões de bpd previstos no relatório do mês anterior.
Segundo a organização, essa expansão deve ser sustentada pelo avanço de projetos como Búzios, Marlim, Bacalhau e Wahoo, além do início de operações nos campos de Búzios e no cluster Albacora Leste. As revisões da Opep refletem o crescimento consistente da produção brasileira de combustíveis líquidos, ainda que os desafios relacionados aos custos e à inflação permaneçam como fatores de atenção para a sustentabilidade dos projetos no setor offshore do país.