
O senador Magno Malta (PL-ES) (Pedro França/Ag. Senado)
O senador Magno Malta (PL-ES) é alvo de uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal após ser acusado de agressão física e verbal contra uma técnica de radiologia do hospital particular DF Star, em Brasília, onde se encontra internado. O caso ganhou repercussão após a profissional registrar um boletim de ocorrência relatando o episódio.
Segundo o boletim de ocorrência, a situação teria ocorrido durante a realização de um exame de angiotomografia. A técnica de radiologia relatou que, após uma intercorrência no procedimento — provocada pelo extravasamento de contraste intravenoso —, o parlamentar teria reagido de forma agressiva, com ofensas verbais e um tapa no rosto da profissional.
Nesta sexta-feira (1º), Magno Malta publicou um vídeo em suas redes sociais sem comentar diretamente as acusações. No registro, o senador afirmou estar passando por uma série de exames em razão de um mal-estar e disse que os resultados não indicaram problemas graves, como infarto ou AVC. Ele atribuiu o episódio a um "ataque espiritual".
Na gravação, Magno Malta também pediu orações pela própria saúde e pela do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, também está internado no mesmo hospital. O senador declarou que espera receber alta em breve.
O Hospital DF Star divulgou nota informando que abriu uma apuração administrativa interna, que está prestando apoio à funcionária envolvida e que colabora com as autoridades competentes.
Magno Malta nega as acusações. Em sua versão dos fatos, o senador afirma que houve falha no procedimento médico, com a aplicação incorreta do cateter, o que teria provocado dor intensa durante o exame.
"O catéter foi colocado fora do lugar, fora da veia, e todo medicamento, inclusive o contraste, caiu dentro do meu braço. Comecei a sentir dores, a dizer que estava ardendo. Quando colocaram o contraste, eu não aguentei, saí da máquina e voltei para o quarto", afirmou.
O caso segue sob investigação das autoridades do Distrito Federal.