
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as divergências entre as delegações brasileira e norte-americana sobre as tarifas econômicas impostas pelos Estados Unidos não foram resolvidas durante o encontro com Donald Trump, realizado nesta quinta-feira (7/5), em Washington. Apesar do impasse, Lula declarou estar otimista com o andamento das negociações.
O encontro durou cerca de três horas, durante as quais os dois líderes debateram temas como comércio bilateral, tarifas e investimentos.
Ao final da reunião, Lula propôs um prazo de 30 dias para que as equipes técnicas dos dois países trabalhem na resolução das pendências.
"Como a gente não podia ficar debatendo o dia inteiro sobre isso, eu propus ao Trump: "Vamos dar 30 dias para esses companheiros resolverem o problema"", disse o presidente brasileiro durante coletiva de imprensa.
Segundo ele, o prazo deve servir para que a burocracia seja acompanhada "com mais precisão".
Além das tarifas, Lula cobrou maior participação dos Estados Unidos em investimentos no Brasil.
"Eu disse a ele que muitas vezes fazemos licitações internacionais e os EUA não participam. Quem participa são os chineses", afirmou.
"Temos muito interesse que os EUA voltem a investir no Brasil", completou o presidente brasileiro.
Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h, no horário de Brasília, e deixou o local às 15h.
Os dois líderes tiveram uma reunião privada e, em seguida, almoçaram juntos.
O presidente brasileiro afirmou ter saído "muito satisfeito" do encontro.
Trump, por sua vez, elogiou Lula e classificou a conversa como "muito produtiva".
Apesar de o encontro não ter resultado em um acordo concreto sobre as tarifas, a proposta de um prazo de 30 dias sinaliza a intenção de ambos os lados em avançar nas negociações.
Lula reforçou o interesse do Brasil em estreitar os laços econômicos com os Estados Unidos e retomar investimentos norte-americanos no país.