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O Irã encaminhou um documento oficial à FIFA reunindo uma lista de exigências para disputar a Copa do Mundo de 2026, torneio que será sediado pelos Estados Unidos, Canadá e México. Entre as condições impostas, destaca-se o pedido de proibição de bandeiras do orgulho LGBTQ+ durante as partidas da seleção iraniana. Segundo informações divulgadas pelo portal Out Sports, a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) é a responsável pelo documento.
No texto, a entidade afirma que o país participará da competição "sem qualquer recuo em relação às nossas crenças, cultura e convicções", pressionando os países anfitriões a respeitarem essas diretrizes. A principal exigência prevê que apenas bandeiras oficialmente reconhecidas possam ser exibidas nos estádios, incluindo as levadas por torcedores. A medida gerou forte reação internacional, especialmente por colidir com as políticas inclusivas adotadas em edições recentes do torneio. Além da polêmica envolvendo símbolos LGBTQ+, o Irã também apresentou outras condições à FIFA.
Entre elas estão a garantia de concessão de vistos a todos os membros da delegação iraniana, o reforço na segurança em estádios, aeroportos e hotéis, além do respeito absoluto à bandeira e ao hino nacional do país. As exigências do Irã colocam a FIFA em uma posição delicada, já que o órgão máximo do futebol mundial tem reafirmado seu compromisso com a inclusão e a diversidade nas últimas edições da Copa do Mundo. A resposta oficial da entidade ao documento ainda não foi divulgada.



