
Hantavírus - Foto: CDC
A preocupação com o Hantavírus cresceu no Rio Grande do Sul após a confirmação, na segunda-feira (11), de uma morte e duas contaminações nos municípios de Antônio Prado, na Serra Gaúcha, e Paulo Bento, na Região Norte do estado.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclareceu que os casos não têm relação com o surto identificado em um navio que partiu da Argentina com destino à Holanda, embora ambos os cenários tenham em comum o contato com áreas rurais como fator de contaminação.
Sintomas e evolução da doença
Os sintomas iniciais do Hantavírus incluem febre, falta de ar, dor de cabeça, dores musculares e problemas gastrointestinais. Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para complicações pulmonares, hemorragia no coração e até levar à morte.
A Secretaria de Saúde orienta que qualquer pessoa que apresente esses sintomas busque atendimento médico imediatamente, sendo o diagnóstico confirmado por meio de exames laboratoriais. O infectologista Alessandro Pasqualotto reforça que não existe um tratamento específico para o Hantavírus, o que torna a identificação precoce da doença ainda mais importante para aumentar as chances de recuperação do paciente.
Como se proteger
O Ministério da Saúde recomenda uma série de medidas preventivas para reduzir o risco de contaminação pelo Hantavírus. A principal orientação é manter limpos e arejados os ambientes com possível circulação de ratos.
Para evitar a inalação de poeira contaminada, indica-se umedecer o chão com uma solução de um litro de água sanitária para cada nove litros de água antes de realizar qualquer limpeza. Além disso, é fundamental vedar frestas em paredes, portas, telhados e recipientes, recolher lixo e entulho regularmente e manter a vegetação ao redor das construções aparada.
Essas medidas simples são eficazes para afastar roedores silvestres infectados e reduzir o risco de exposição ao vírus.