
Cruzeiro MV Hondius
As autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram que um cidadão americano testou positivo para hantavírus após ser repatriado do cruzeiro MV Hondius, embarcação que registrou um surto da doença durante viagem pelo Oceano Atlântico. Um segundo passageiro americano também apresenta sintomas leves e segue sob monitoramento médico.
Segundo informações divulgadas no domingo (11), os dois passageiros estavam entre os 17 americanos retirados da embarcação e transportados em um voo especial organizado pelo Departamento de Estado dos EUA. Ambos viajaram em unidades de biocontenção por precaução e serão encaminhados para centros especializados no estado de Nebraska.
O surto no cruzeiro já deixou ao menos três mortos e mobilizou autoridades sanitárias de diversos países. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que os casos estão relacionados à cepa Andes do hantavírus, considerada rara e capaz de provocar transmissão entre humanos em situações específicas de contato próximo.
O navio MV Hondius transportava 147 passageiros e tripulantes quando os primeiros casos foram identificados. Desde então, governos e agências de saúde passaram a rastrear pessoas que tiveram contato com os passageiros infectados em diferentes países ao redor do mundo.
De acordo com especialistas, o hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A cepa Andes, identificada no cruzeiro, já foi associada a episódios raros de transmissão entre pessoas na Argentina e no Chile, o que a torna objeto de atenção especial das autoridades sanitárias internacionais.
O Ministério da Saúde do Brasil informou que a variante detectada no navio não circula no país. A pasta ressaltou ainda que os casos recentemente confirmados no Paraná não têm qualquer relação com o surto internacional registrado a bordo do MV Hondius.