
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Apesar de alguns sinais pontuais de melhora na percepção dos brasileiros sobre renda e emprego, a avaliação sobre a economia segue majoritariamente negativa, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13 de maio. Quase metade dos entrevistados (46%) avalia que a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, número superior aos 22% que afirmam que o cenário melhorou.
Outros 29% consideram que a situação permaneceu igual. A inflação dos alimentos continua como um dos principais pontos de incômodo para a população. Segundo a pesquisa Genial/Quaest, 69% dos entrevistados afirmam que os preços nos mercados subiram no último mês, enquanto apenas 8% disseram ter percebido queda. Outros 21% relataram que os preços ficaram estáveis.
A deterioração da percepção econômica também se reflete no poder de compra. Para 69% dos entrevistados, o poder de compra hoje é menor do que há um ano. Apenas 11% dizem conseguir comprar mais com a renda atual, enquanto 19% afirmam que a capacidade de consumo permaneceu igual. A percepção sobre renda acompanha esse diagnóstico. Um terço dos brasileiros (33%) afirma que a renda não aumentou no último ano, enquanto 25% dizem que os ganhos cresceram, mas em ritmo inferior ao custo de vida.
Outros 31% avaliam que a renda subiu na mesma proporção das despesas, e apenas 9% relatam aumento acima da inflação percebida. No mercado de trabalho, o sentimento também segue mais pessimista. Para 51%, está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano, ante 38% que enxergam melhora nesse cenário.
A pesquisa Genial/Quaest também mediu a percepção dos brasileiros sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), pauta relevante para o governo federal. Dois terços dos entrevistados (67%) disseram não ter sido beneficiados diretamente pela medida, enquanto 30% afirmaram ter sentido algum impacto positivo.
Entre aqueles que relatam ter sido alcançados pela mudança, 45% disseram não perceber diferença relevante na renda. Já 33% afirmaram que a renda aumentou, mas sem grande impacto, e 21% disseram ter notado aumento significativo. Apesar do diagnóstico predominantemente negativo sobre o presente, a expectativa para os próximos 12 meses é menos pessimista.
Para 40%, a economia brasileira deve melhorar, enquanto 27% acreditam em piora e 28% projetam estabilidade. A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.