
Eduardo Domínguez, técnico do Atlético-MG - Foto: Pedro Souza
A situação de Eduardo Domínguez no comando do Atlético Mineiro está cada vez mais delicada. O treinador argentino, contratado no fim de fevereiro para substituir Jorge Sampaoli após um trabalho de destaque no Estudiantes, da Argentina, ainda não conseguiu se firmar no Galo e vê seu emprego seriamente ameaçado.
O clássico deste sábado (2/5) contra o Cruzeiro, no Mineirão, às 21h, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, pode ser a última chance do comandante para se manter no clube.
Em 15 partidas à frente do Atlético, Eduardo Domínguez acumula um desempenho abaixo do esperado: seis vitórias, um empate e oito derrotas. Logo no início de seu trabalho, o Galo foi vice-campeão do Campeonato Mineiro, perdendo justamente para o Cruzeiro na decisão e interrompendo uma sequência de seis títulos consecutivos.
O clima interno foi se deteriorando com o passar das semanas. Entre declarações do treinador criticando o elenco e respostas dos jogadores afirmando que a intensidade não estava faltando, a tensão aumentou de forma significativa após o último domingo (26/4).
Na Arena MRV, o Atlético foi goleado pelo Flamengo por 4 a 0, resultado que aproximou o clube da zona de rebaixamento do Brasileiro. Atualmente, o Galo ocupa a 15ª colocação com 14 pontos, mesma pontuação do Santos, que está em 17º e abre o Z4.
As dificuldades não se limitaram ao cenário nacional. Na quarta-feira (29/4), o Atlético viajou até Cusco, no Peru, e foi derrotado pelo Cienciano por 1 a 0, pela terceira rodada da fase de grupos da Sul-Americana, o que deixou o clube na lanterna do Grupo B.
O resultado marcou a primeira derrota do Galo para um time peruano na história — antes, eram sete vitórias e três empates contra adversários do país. Esse, porém, não foi o único vexame na competição continental.
Na estreia da Sul-Americana, o Atlético já havia perdido para o Puerto Cabello por 2 a 1, registrando também a primeira derrota para um clube venezuelano em toda a sua trajetória no torneio.
Com cinco derrotas nos últimos sete jogos, Eduardo Domínguez chega ao clássico sob forte pressão. A partida contra o Cruzeiro representa uma oportunidade para o treinador recuperar fôlego e garantir sua permanência no comando do clube.
Uma nova derrota, no entanto, pode significar o fim da linha para o argentino no Atlético Mineiro.