
Foto: Atlético/ Instagram
O Atlético divulgou, na noite desta quinta-feira (30/4), o balanço financeiro referente ao ano de 2025. A dívida líquida do clube chegou a R$ 1,772 bilhão, representando um crescimento de 29,4% em comparação a 2024, quando o montante era de R$ 1,369 bilhão.
Do total de R$ 1,772 bilhão, a composição da dívida está distribuída da seguinte forma: dívidas bancárias somam R$ 654 milhões e correspondem a compromissos com instituições financeiras, sendo a maior fatia individual. Tributos representam R$ 487 milhões em obrigações fiscais acumuladas. A Arena MRV responde por R$ 383 milhões em custos associados ao estádio. Os investimentos em atletas totalizam R$ 243 milhões, enquanto R$ 5 milhões não foram especificados.
A dívida onerosa do Atlético, que soma os valores bancários e os referentes à Arena MRV, totaliza R$ 1,037 bilhão. Para enfrentar esse passivo, o clube recebeu um aporte da SAF em 2025 no valor de R$ 500 milhões, destinado exclusivamente ao pagamento das dívidas bancárias.
O Atlético aplicou R$ 622 milhões no futebol durante 2025, valor dividido entre R$ 407 milhões em custos operacionais, R$ 181 milhões em atletas e R$ 33 milhões nas categorias de base. Em comparação com os R$ 605 milhões gastos em 2024, o aumento foi de aproximadamente 3%.
No campo das receitas, o clube registrou crescimento expressivo. A receita operacional bruta avançou 13,95%, passando de R$ 674 milhões em 2024 para R$ 768 milhões em 2025. Do total apurado no ano passado, R$ 565 milhões eram provenientes de receitas recorrentes e R$ 203 milhões da venda de atletas.
As receitas recorrentes do Atlético estão distribuídas entre Direitos de Transmissão e Premiações (R$ 282 milhões), Comerciais (R$ 139 milhões), Matchday (R$ 87 milhões) e Arena MRV (R$ 57 milhões).
O balanço completo foi disponibilizado pelo clube para consulta pública.
O relatório financeiro do Atlético para 2025 revela, portanto, um cenário de crescimento tanto nas receitas quanto no endividamento, com o aporte da SAF como principal medida adotada para reduzir o peso das dívidas bancárias.