
Imagem ilustrativa I Bandeira dos Estados Unidos • Banco de Imagens I Pixabay
Um supremacista branco que planejou distribuir doces envenenados para crianças de minorias étnicas em Nova York foi condenado a 15 anos de prisão nesta quarta-feira (13). O plano previa que um cúmplice se passasse por Papai Noel para executar o ataque. Michail Chkhikvishvili, apelidado de "Comandante Carniceiro", recebeu a sentença da juíza Carol Bagley Amon após se declarar culpado de incitar crimes de ódio e de fornecer instruções para a fabricação de bombas e ricina, uma substância altamente tóxica.
Chkhikvishvili, de nacionalidade georgiana, liderava o Maniac Murder Cult, um grupo extremista violento de atuação internacional motivado pelo racismo. De acordo com os promotores do caso, ele recrutou pessoas para cometer atos violentos em apoio às ideologias do grupo, incluindo o planejamento e a solicitação de um ataque em Nova York.
O procurador-geral adjunto John Eisenberg detalhou a extensão dos planos do réu: "Chkhikvishvili, por exemplo, tentou recrutar um suposto colaborador para que se fantasiasse de Papai Noel e distribuísse doces envenenados para crianças de minorias". Ao comentar a sentença, Eisenberg foi categórico: "A sentença de hoje tira um monstro de nossas ruas e protege nossas comunidades".
Chkhikvishvili foi detido em uma operação de infiltração conduzida pelo FBI. Segundo os promotores, ele utilizou um aplicativo de mensagens criptografadas para convencer uma pessoa, que na realidade era um agente infiltrado, a realizar atentados a bomba e provocar incêndios direcionados contra minorias raciais e judeus.
O líder extremista foi extraditado da Moldávia para o Brooklyn em maio de 2025 e se declarou culpado em novembro do mesmo ano. A condenação encerra um caso que expôs a atuação de redes extremistas internacionais com alvos em solo norte-americano.