
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal registrou queda de 34,4% no lucro líquido recorrente do primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado na noite de quinta-feira (14/5), somou R$ 3,5 bilhões nos três primeiros meses do ano. Apesar da retração no lucro, a carteira de crédito da Caixa encerrou março de 2026 em R$ 1,41 trilhão, representando um crescimento de 11,3% na comparação anual.
O financiamento imobiliário liderou a expansão, com alta de 13,9%, enquanto o agronegócio registrou crescimento de 2,2% no mesmo período. No entanto, a inadimplência também avançou. O índice de inadimplência acima de 90 dias chegou a 3,71% no primeiro trimestre, uma elevação de 1,22 ponto percentual em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, sinalizando maior dificuldade dos tomadores de crédito em honrar seus compromissos.
O Índice de Basileia da Caixa ficou em 15,1%, levemente abaixo dos 15,3% registrados no primeiro trimestre de 2025. O indicador mede a relação entre o capital próprio do banco e o risco de suas operações, como empréstimos e créditos, garantindo que a instituição tenha capital suficiente para cobrir perdas inesperadas. O mínimo exigido pelo Banco Central para a maioria das instituições brasileiras é de 11%, patamar que a Caixa supera com folga. A Caixa é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda. Fundada em 1861, é uma das principais instituições financeiras do país e atua como o "braço executor" das políticas sociais, habitacionais e de transferência de renda do governo federal.