
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei Hamaneh (Morteza Nikoubazl/NurPhoto)
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou nesta segunda-feira (11) que a proposta iraniana para encerrar o conflito com os Estados Unidos é "legítima e generosa". Ao mesmo tempo, Baghaei criticou Washington por manter exigências que classificou como "irracionais e unilaterais", intensificando as tensões diplomáticas entre os dois países.
No domingo (10), o Irã rejeitou a proposta norte-americana e apresentou suas próprias condições para o encerramento das hostilidades. As demandas iranianas enviadas ao Paquistão, país mediador das negociações, incluem: - O encerramento do conflito em todas as frentes de combate; - Garantias formais contra um novo ataque norte-americano ao território iraniano; - A suspensão das sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA sobre as vendas de petróleo iraniano; - O fim do bloqueio naval imposto contra o Irã.
Baghaei justificou as exigências iranianas com uma declaração direta: "Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria [dos EUA no canal] e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana".
A resposta iraniana foi encaminhada ao Paquistão, que atua como mediador nas negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio. O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel bombardearam o país persa.
Reação de Trump
Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump reagiu de forma contundente às condições apresentadas pelo Irã. Em publicação na sua própria rede social, a Truth Social, Trump escreveu no domingo (10): "Acabei de ler a resposta dos chamados "Representantes" do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL!".
A declaração evidencia o impasse nas negociações entre as duas nações, com ambos os lados mantendo posições divergentes sobre os termos para o fim do conflito. As negociações seguem em curso com a mediação do Paquistão, mas a troca de acusações entre Baghaei e Trump indica que um acordo ainda está distante.