
O presidente americano, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio - Foto: Casa Branca/Divulgação/EFE/EPA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o governo iraniano, estabelecendo um prazo de 48 horas para a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação internacional. Em mensagem publicada na rede social Truth Social neste sábado (4), Trump ameaçou o Irã com consequências severas caso não atenda à exigência, afirmando que o "tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles".
Esta nova ameaça ocorre em um momento de escalada nas tensões entre os dois países, apenas um dia após forças iranianas derrubarem dois aviões militares norte-americanos que sobrevoavam território iraniano. Um dos pilotos envolvidos no incidente permanece desaparecido, enquanto equipes de ambos os países realizam buscas.
Derrubada de aeronaves americanas: Na manhã de sexta-feira (3), a Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter derrubado um caça militar F-15E que sobrevoava o território iraniano, informação posteriormente confirmada pelo próprio Trump. A aeronave transportava dois oficiais que conseguiram ejetar antes da queda. Um deles foi resgatado horas depois, enquanto o outro permanecia desaparecido até a última atualização.
Segunda aeronave abatida: Mais tarde no mesmo dia, o Exército iraniano afirmou ter abatido também um avião militar modelo A-10 Thunderbolt II que sobrevoava o Estreito de Ormuz. Durante as operações de busca, dois helicópteros Blackhawk americanos foram atingidos por fogo iraniano, mas conseguiram deixar o espaço aéreo iraniano.
Desafio à autoridade americana: O incidente surpreendeu Washington, especialmente porque o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, havia garantido anteriormente que os EUA tinham controle do espaço aéreo iraniano, revelando uma falha significativa na estratégia militar americana na região.
Esta não é a primeira vez que Trump estabelece um prazo para o Irã. Anteriormente, ele havia dado dez dias para que o governo iraniano fizesse um acordo ou reabrisse o Estreito de Ormuz, prometendo pausar ataques a instalações energéticas iranianas durante esse período. Na ocasião, o governo iraniano declarou que não cumpriria o prazo estipulado e ameaçou retaliar qualquer ataque ao seu território.
Apesar da escalada de tensões, Trump afirmou que o episódio dos aviões abatidos não iria interferir nas tratativas por negociações entre os dois países para encerrar o conflito, que já entrou em sua sexta semana.
Até a última atualização desta reportagem, o Irã ainda não havia se manifestado sobre o novo ultimato do presidente americano. A situação no Estreito de Ormuz permanece crítica, com ambos os países em uma corrida contra o tempo não apenas para localizar o piloto desaparecido, mas também para evitar uma escalada ainda maior do conflito que poderia ter repercussões graves para toda a região.