
Foto: Elizabete Guimarães/ALMG
Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, emitiu uma nota oficial nesta segunda-feira (6) rejeitando categoricamente a possibilidade de compor como vice em uma chapa presidencial liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). A declaração vem em meio a especulações sobre possíveis alianças no campo da direita para as eleições de 2026.
Na nota divulgada, Zema afirmou que, embora exista "o objetivo em comum da direita em derrotar o atual Presidente Lula (PT)", cada candidato seguirá seu próprio caminho no primeiro turno, com possível união apenas no segundo turno das eleições presidenciais. "Não recebi nenhum convite. Nem tenho interesse. Respeito os outros pré-candidatos de direita, mas vou levar minha candidatura até o final. Fiz minha vida toda na iniciativa privada e só entrei para a política porque estava inconformado", declarou Romeu Zema em sua nota oficial.
Esta não é a primeira vez que o ex-governador mineiro recusa a possibilidade de ser vice em uma chapa com Flávio Bolsonaro. Em janeiro deste ano, durante uma entrevista coletiva, ele já havia negado tal possibilidade. A posição foi reforçada em março, quando esteve em Ribeirão Preto, São Paulo, cumprindo agenda na cidade.
Durante sua passagem por Ribeirão Preto, Zema também deixou claro que, caso não avance para o segundo turno das eleições presidenciais, apoiará qualquer candidato da direita que chegue a esta fase. Na ocasião, ele manifestou sua intenção de fazer uma campanha ativamente contrária ao PT.
Romeu Zema renunciou ao cargo de governador de Minas Gerais em 22 de março de 2026 para iniciar oficialmente sua pré-campanha à Presidência da República. Sua intenção de concorrer ao cargo foi anunciada ainda em agosto do ano anterior, durante um evento realizado em São Paulo.
As eleições presidenciais de 2026 estão marcadas para ocorrer em 4 de outubro, com possível segundo turno caso nenhum candidato obtenha maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno. A disputa promete ser acirrada, com diversos nomes da direita já se posicionando como alternativas ao atual governo federal.