
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por sua decisão de retirar as credenciais de um servidor do departamento de imigração dos Estados Unidos que atuava em Brasília. A medida foi tomada como retaliação após a Casa Branca negar credenciais de serviço ao delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho no território americano.
A tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos se intensificou após o governo americano alegar que o delegado brasileiro teria tentado "manipular" o sistema de imigração dos EUA, "contornando pedidos formais de extradição" e "estendendo perseguições políticas ao território dos Estados Unidos".
O delegado Marcelo Ivo de Carvalho participou recentemente da operação que resultou na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. "Andrei, parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade. Ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade", declarou Lula em vídeo publicado em sua rede social nesta quarta-feira, 22.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, explicou que, sem as credenciais, o agente americano perde acesso à unidade em que trabalhava em Brasília e às bases de dados utilizadas para cooperações entre as polícias dos dois países. A situação imposta ao agente americano espelha a mesma restrição enfrentada pelo delegado brasileiro Marcelo Ivo. No mesmo vídeo em que elogiou a postura de Andrei Rodrigues, o presidente Lula também anunciou a contratação de mil novos policiais federais, acompanhado pelo diretor-geral da PF e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
Na ocasião, o presidente reforçou que o governo está em "guerra contra o crime organizado". A decisão de retirar as credenciais do agente americano demonstra uma postura mais assertiva do governo brasileiro diante de tensões diplomáticas com os Estados Unidos, sinalizando que o Brasil espera reciprocidade nas relações entre os dois países.