
Fonte: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Aécio Neves critica isolamento de Zema em relação ao governo federal O deputado federal Aécio Neves (PSDB) criticou a postura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por ter "fechado as portas" e "cortado diálogos" com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tucano afirmou que essa falta de comunicação prejudicou diretamente a população mineira e revelou desconhecimento sobre como funcionam os relacionamentos republicanos no Brasil. As informações são da Itatiaia.
Aécio Neves relembrou sua própria experiência como governador de Minas Gerais durante os dois primeiros mandatos de Lula, destacando que, apesar das divergências ideológicas entre tucanos e petistas, sempre manteve uma relação cordial e de diálogo com o presidente. "Os agentes públicos têm que conversar. Foi um erro do governo Zema cortar diálogos com o governo federal", declarou Aécio Neves na entrevista.
O parlamentar também apontou que esse isolamento político pode comprometer a campanha eleitoral de Mateus Simões (PSD), que assumiu o governo estadual em março deste ano e enfrenta dificuldades para melhorar seus índices nas pesquisas de intenção de voto. Aécio Neves foi além em suas críticas ao governo Zema, afirmando: "Acho que o representante do atual governo Zema, qualquer que seja ele, não sei se o atual vice vai se manter até o final mesmo com baixos índices nas pesquisas, terá muita dificuldade em justificar a ausência do governo de Minas nos últimos anos nos grandes debates nacionais ou nos investimentos do estado". O tucano também criticou o uso político da tradicional cerimônia da Inconfidência em Ouro Preto, lamentando que o evento tenha se transformado em "um palco eleitoral".
Ele questionou o anúncio de uma PEC da Segurança Pública para garantir reajustes anuais: "Mas, meu Deus, por que isso não foi feito ao longo dos últimos 8 anos? Essas propostas lançadas ao léu, às vésperas de eleição, não iludem ninguém". Para Aécio Neves, o representante do atual governo enfrentará dificuldades eleitorais porque a gestão Zema "não deixa legado em nenhuma área", segundo suas palavras. O deputado federal reforçou a importância do diálogo institucional entre diferentes esferas de governo, independentemente de divergências partidárias ou ideológicas, para garantir benefícios concretos à população.