
Candidata de direita Keiko Fujimori
Keiko Fujimori, candidata do partido Força Popular, ampliou sua vantagem nas eleições presidenciais do Peru, com 92% das urnas apuradas. A disputa pelo segundo lugar segue extremamente acirrada entre Robert Sánchez Palomino (Juntos pelo Peru) e Rafael López Aliaga (Renovação Popular), que lutam pela chance de enfrentar Fujimori no segundo turno.
Com 17% dos votos apurados, Keiko Fujimori mantém uma liderança confortável na corrida presidencial peruana. Enquanto isso, a disputa pelo segundo lugar apresenta números muito próximos, com Sánchez Palomino registrando 11,97% e López Aliaga com 11,91% dos votos.
A apuração das eleições peruanas tem apresentado diversas reviravoltas.
López Aliaga inicialmente mantinha uma vantagem considerável quando 50% das urnas haviam sido apuradas, demonstrando força no início da contagem de votos.
A situação mudou drasticamente quando Sánchez Palomino conseguiu alcançá-lo após a verificação de 89% das urnas, tornando a disputa pelo segundo lugar extremamente equilibrada.
Diante dessa reviravolta, López Aliaga manifestou-se pedindo a anulação da eleição, alegando problemas técnicos registrados durante o processo de votação, questionando a legitimidade do pleito.
O processo eleitoral peruano enfrentou complicações significativas. Inicialmente, a população foi convocada para votar no domingo (12), mas devido a problemas na entrega das cédulas de votação em diversos locais, as autoridades eleitorais precisaram estender o prazo de votação até segunda-feira (13), gerando críticas sobre a organização do pleito.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, busca pela terceira vez chegar à presidência do Peru, após ter sido derrotada nos segundos turnos das eleições de 2011 e 2016.
Seu desempenho atual a coloca como favorita para avançar ao segundo turno, enquanto a definição de seu possível adversário segue indefinida devido à pequena margem entre Sánchez Palomino e López Aliaga.
A disputa acirrada pelo segundo lugar reflete a fragmentação política que o Peru vive nos últimos anos, com múltiplos partidos disputando o poder em um cenário de instabilidade institucional que já levou o país a ter vários presidentes em curto período de tempo.