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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16/4) que líderes de Israel e do Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, que terá início nas próximas horas. Em publicação na sua rede social Truth Social, Trump informou que a trégua começará às 17h no horário da Costa Leste dos EUA (18h no horário de Brasília).
Ao comunicar o acordo, Trump afirmou ter conversado tanto com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, quanto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. "Determinei ao vice-presidente JD Vance e ao secretário de Estado Rubio, juntamente com o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan "Razin" Caine, que trabalhem com Israel e o Líbano para alcançar uma PAZ duradoura", escreveu o presidente americano em sua publicação. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, declarou que recebeu com satisfação o acordo temporário com Israel, ressaltando que o país vinha exigindo um cessar-fogo desde o início da guerra.
Salam expressou esperança de que o acordo permita o retorno das pessoas deslocadas pelo conflito às suas casas e elogiou os esforços internacionais para alcançar esta trégua. Até o momento da publicação, Israel ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o acordo. É importante destacar que na declaração de Trump não há menção específica ao Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã no Líbano, com o qual Israel tem trocado ataques intensos durante os últimos meses.
Na terça-feira (14/4), representantes de Israel e Líbano se reuniram pela primeira vez em 34 anos em Washington. Este encontro marcou as primeiras conversas diretas entre os governos desde 1993, representando um avanço significativo nas relações diplomáticas. O vice-porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, classificou a reunião entre os embaixadores dos dois países e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, como "histórica". Em comunicado oficial, Pigott expressou a expectativa de que este novo engajamento conduza a um acordo de paz de longo prazo, mediado por Washington.
Segundo Pigott, Israel e Líbano concordaram em trabalhar para reduzir a influência do Hezbollah, e o governo libanês "planeja restabelecer o monopólio da força e pôr fim à influência excessiva do Irã" na região. ## Reações ao anúncio de Trump Após o anúncio feito por Trump, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, manifestou seu apoio ao acordo. Ele reiterou a esperança de que o cessar-fogo possibilite o retorno das pessoas que foram forçadas a deixar suas casas devido ao conflito. A embaixadora do Líbano nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Moawad, afirmou que as conversas foram "produtivas".
Em comunicado oficial, ela defendeu a "necessidade urgente de plena implementação" do acordo de cessação das hostilidades firmado em novembro de 2024. Vale lembrar que este acordo foi alcançado após 13 meses de confrontos entre Israel e o Hezbollah e previa que o grupo apoiado pelo Irã encerrasse sua presença armada no sul do Líbano em até 60 dias. Moawad também enfatizou em sua declaração a importância da "plena soberania do Líbano sobre todo o seu território" e solicitou medidas para aliviar a "grave crise humanitária" causada pelo prolongado conflito na região. O cessar-fogo anunciado por Trump representa um passo significativo para a estabilização da região, após mais de um ano de hostilidades que causaram deslocamentos populacionais e agravaram a situação humanitária no Líbano.