
IML de Belo Horizonte — Foto: Alex de Jesus
O IML (Instituto Médico Legal) foi o local onde os pais de uma criança de 1 ano, que morreu após dar entrada na UPA Oeste em Belo Horizonte, foram detidos na quarta-feira (8/4). O padrasto foi preso por homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel, enquanto a mãe poderá responder por maus-tratos qualificado por omissão diante das violências sofridas pelo filho.
O caso começou quando o padrasto procurou uma base móvel da Polícia Militar no bairro Betânia, alegando que a criança estava engasgada. Os policiais iniciaram manobras de reanimação durante o deslocamento para a UPA, mas não obtiveram sucesso.
Ao chegarem na unidade de saúde, a equipe médica constatou que: a criança já estava morta há aproximadamente uma hora, contradizendo a versão inicial apresentada pelo padrasto; o corpo do menino apresentava diversos hematomas, especialmente no rosto e próximo aos olhos; havia sangramento no nariz e na região das nádegas, indicando possíveis agressões.
Inicialmente, o homem afirmou que estava em casa cuidando dos dois filhos da esposa quando encontrou a vítima engasgada. Ele chegou a ser levado para uma delegacia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), onde foi ouvido e liberado temporariamente.
Em nota divulgada na quinta-feira (9/4), a PCMG informou que após a liberação do suspeito, as equipes do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciaram as investigações em conjunto com o IML, onde o corpo foi periciado. Além do casal, vizinhos da família também prestaram depoimentos sobre a dinâmica do relacionamento.
"Diante das informações preliminares da perícia e da possibilidade de fuga do padrasto, o casal, que se encontrava no IML para reconhecimento do corpo, foi conduzido ao DHPP", informou a PCMG.
A prisão do casal no IML ocorreu após análises periciais preliminares que contradiziam a versão apresentada pelo padrasto, levantando fortes suspeitas de violência contra a criança.
As autoridades continuam investigando o caso para esclarecer completamente as circunstâncias da morte do menino.