
Cerveja| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com a chegada da Copa do Mundo de 2026, os torcedores de Belo Horizonte e da Região Metropolitana que planejam assistir aos jogos da Seleção Brasileira nos bares vão se deparar com preços bem mais altos do que na última edição do torneio, em 2022.
Um levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro revelou que o custo médio das cervejas tradicionais e premium subiu acima da inflação oficial do período, com aumentos que chegam a quase 60% em alguns rótulos.
A pesquisa comparou os preços médios praticados em dezembro de 2022 com os de maio de 2026, mostrando que o consumidor está desembolsando muito mais para consumir fora de casa.
Enquanto a inflação oficial acumulada (IPCA) no Brasil para o período foi de aproximadamente 18%, a maioria das cervejas analisadas registrou reajustes superiores a 20%.
Os maiores aumentos registrados foram:
Stella Artois Long Neck (275ml): A maior alta da pesquisa, saltando de R7,91paraR7,91paraR12,65 (+59,95%);
Budweiser Long Neck (343ml): Passou de R8,67paraR8,67paraR11,38 (+31,26%);
Original (600ml): Subiu de R12,45paraR12,45paraR15,80 (+26,91%);
Brahma (600ml): Foi de R10,27paraR10,27paraR12,95 (+26,10%);
Heineken (600ml): Preço médio subiu de R15,76paraR15,76paraR19,00 (+20,56%).
Outras bebidas, alcoólicas ou não, também acompanharam a tendência de alta. Opções como a caipirinha e o refrigerante registraram aumento de mais de 30% no valor cobrado desde a última Copa do Mundo. O drink pode ser encontrado até 34,62% mais caro do que há quatro anos, enquanto o preço do refrigerante saltou 30,42%.
Disparidades entre bares em 2026
Além do aumento histórico, a pesquisa — realizada entre 18 e 22 de maio de 2026 em 74 estabelecimentos — aponta que o preço de um mesmo item pode variar muito dependendo do bairro e da infraestrutura do bar.
A cerveja Bohemia (600ml), por exemplo, foi encontrada por valores entre R8,00eR8,00eR20,90, uma diferença de 161,25%.
O cenário é ainda mais expressivo nas porções e petiscos. A mandioca frita registrou a maior variação de todo o levantamento (317,99%), custando de R18,90ateˊR18,90ateˊR79,00. Já a porção de picanha, com cerca de 300g, pode chegar a R$290,00 nos locais mais caros, com uma variação de 210% entre o menor e o maior preço encontrado.
Em entrevista à Itatiaia, Feliciano Abreu, responsável pela pesquisa, alerta que os estabelecimentos encaram o período da Copa do Mundo como um "segundo Carnaval" e recomenda atenção redobrada.
Entre as orientações estão:
Taxa de serviço: Os preços listados não incluem os 10% do garçom, valor que deve ser somado ao total da conta;
Planejamento: Consultar cardápios digitais e utilizar aplicativos de ofertas pode ajudar a evitar surpresas na hora de pagar;
Conferência: Há relatos de consumidores que pagam por itens não consumidos, por isso é essencial verificar a conta detalhadamente antes do pagamento.
Para quem prefere economizar durante a Copa do Mundo, a alternativa sugerida é planejar churrascos em casa, utilizando aplicativos de comparação para adquirir insumos em supermercados.
A pesquisa completa, com todos os estabelecimentos e marcas analisados, está disponível no site do Mercado Mineiro.