
Gasolina | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou dados sobre os preços médios do etanol hidratado na semana encerrada em 18 de abril. Segundo o levantamento, houve queda em 12 Estados e no Distrito Federal (DF), aumento em 9 e estabilidade em 4 estados brasileiros. O Amapá não apresentou cotação no período analisado. De acordo com os dados compilados pelo AE-Taxas, o preço médio do etanol nos postos pesquisados em todo o país permaneceu estável em R$ 4,69 o litro.
Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, com maior número de postos avaliados, o preço caiu 0,66%, chegando a R$ 4,49 o litro. O levantamento da ANP apontou variações significativas entre os estados. Goiás registrou a maior alta porcentual na semana, com aumento de 11,39%, elevando o preço de R$ 4,39 para R$ 4,89 o litro.
No Amazonas, ocorreu a maior queda percentual, de 2,55%, reduzindo o valor de R$ 5,50 para R$ 5,36 o litro. * O menor preço encontrado em um posto foi de R$ 3,49 o litro, em São Paulo, enquanto o maior valor, de R$ 6,59, foi observado no Rio Grande do Sul.
Quanto aos preços médios estaduais, Mato Grosso do Sul apresentou o menor valor, com R$ 4,42 o litro, e Pernambuco registrou o maior preço médio, de R$ 5,69 o litro. Em relação à competitividade frente à gasolina, o etanol se mostrou mais vantajoso em apenas quatro estados brasileiros. Na média nacional, o biocombustível apresentou paridade de 69,48% ante a gasolina, tornando-o favorável em comparação ao derivado de petróleo.
Os estados onde o etanol demonstrou maior competitividade foram: Mato Grosso (paridade de 67,89%), Mato Grosso do Sul (67,69%), Paraná (69,51%) e São Paulo (67,42%). Vale ressaltar que, segundo especialistas do setor, o etanol pode ser economicamente viável mesmo com paridade superior a 70% em relação à gasolina, dependendo do veículo em que o biocombustível é utilizado. A pesquisa da ANP continua sendo um importante indicador para consumidores que buscam economizar no abastecimento de seus veículos, especialmente em um cenário de constantes flutuações nos preços dos combustíveis.