A Volkswagen, maior montadora da Europa, divulgou nesta terça-feira uma significativa redução em seu lucro operacional, evidenciando um período desafiador marcado por pressões tarifárias e dificuldades no mercado chinês.
O lucro operacional da montadora alemã registrou uma queda superior a 50% em 2025, atingindo 8,9 bilhões de euros (US$10,4 bilhões), resultado abaixo das expectativas dos analistas que previam 9,4 bilhões de euros. A receita manteve-se estável em 322 bilhões de euros, com perspectivas modestas de crescimento para 2026, entre 0% e 3%.
Principais pontos do cenário atual:
* A empresa enfrenta pressões significativas em mercados estratégicos, com as tarifas americanas gerando impactos bilionários e a concorrência local na China afetando sua participação no maior mercado automotivo global.
* As subsidiárias Porsche e Audi também enfrentam pressões, com destaque para a Porsche, que teve seu lucro operacional reduzido em 98%, chegando a apenas 90 milhões de euros em 2025.
* A margem operacional projetada para 2026 está entre 4% e 5,5%, após registrar 2,8% em 2025, uma queda considerável em relação aos 5,9% do ano anterior.
O presidente-executivo Oliver Blume destacou: “Estamos operando em um ambiente fundamentalmente diferente”. O diretor financeiro Arno Antlitz complementou afirmando que a margem operacional de 4,6%, ajustada para a reestruturação, “não é suficiente no longo prazo”.
Como parte das medidas de reestruturação, a Volkswagen planeja realizar aproximadamente 50.000 cortes de pessoal na Alemanha até 2030. Em janeiro, a empresa reportou um fluxo de caixa líquido de 6 bilhões de euros para 2025, superando as expectativas iniciais de fluxo nulo, embora essa notícia tenha gerado críticas dos sindicatos devido aos cortes de empregos anunciados.