Ele prevê trégua em um mẽs

Trump sugere cessar-fogo com Irã em meio a tensões
O mercado financeiro global reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível cessar-fogo de um mês com o Irã, resultando em queda do dólar e do petróleo. No entanto, a perspectiva de uma solução para o conflito ainda parece distante, com a continuidade dos ataques entre Israel e Teerã.
As tensões diplomáticas se intensificaram após diferentes posicionamentos das autoridades envolvidas:
* O embaixador do Irã no Paquistão, Amiri Moghaddam, contradisse as declarações de Trump ao afirmar que não existem negociações, sejam diretas ou indiretas, entre Irã e EUA. Segundo ele, há apenas esforços de países intermediários para estabelecer condições para um eventual diálogo.
* O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central das Forças Armadas do Irã, demonstrou ceticismo em relação às tentativas americanas de acordo. Em declaração transmitida pela TV estatal, afirmou: “Seus conflitos internos chegaram ao ponto em que vocês estão negociando consigo mesmos? Nossa primeira e última palavra tem sido a mesma desde o primeiro dia, e continuará assim. Alguém como nós nunca chegará a um acordo com alguém como vocês. Nem agora, nem nunca”.
No cenário econômico brasileiro, diversos acontecimentos chamaram atenção. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou alta de 2,0 pontos em março, atingindo 88,1 pontos, após duas quedas consecutivas. No âmbito legislativo, o Senado aprovou o PLP que moderniza o regime tributário de data centers (ReData) e ajusta regras fiscais, incluindo mudanças na licença-paternidade.
Em outras notícias relevantes, a Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax, que investiga um esquema de fraudes contra a Caixa envolvendo empresas de fachada e lavagem de dinheiro, com possíveis prejuízos superiores a R$ 500 milhões.
No cenário político, pesquisa Atlas/Bloomberg indica empate técnico em eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro (47,6%) e Luiz Inácio Lula da Silva (46,6%), com leve avanço de ambos em relação à última sondagem.
A instabilidade no Oriente Médio continua influenciando os mercados globais, enquanto as perspectivas de resolução do conflito permanecem incertas, apesar das sinalizações de Trump sobre um possível cessar-fogo.