Donald Trump manifestou-se sobre a decisão do Irã de não participar da Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, México e Canadá. O presidente americano, embora tenha afirmado que a seleção iraniana seria bem-vinda, aconselhou contra sua participação no torneio devido a preocupações com segurança.
A situação ocorre em meio a um contexto de guerra no Oriente Médio, após ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo que governava o país há mais de três décadas.
“A seleção iraniana de futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas, sinceramente, não acho apropriado que eles estejam lá, considerando a segurança e as próprias vidas dos participantes. Agradeço a atenção dispensado a este assunto!”, declarou Trump através de sua rede social Truth Social.
O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, confirmou a impossibilidade da participação na Copa, citando diretamente o conflito: “Dado que este governo corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, não há condições para que participemos da Copa do Mundo”.
A seleção iraniana tinha três jogos programados:
* Contra Nova Zelândia em Inglewood, Califórnia, em 15 de junho
* Contra Bélgica também em Inglewood, em 21 de junho
* Contra Egito em Seattle, Washington, em 26 de junho
O regulamento da FIFA prevê uma multa de 250 mil francos suíços (R$ 1,6 milhão) para desistências. A entidade poderá manter o grupo com três seleções ou convidar outro país, sendo Emirados Árabes Unidos e Iraque os principais candidatos.
O conflito entre EUA e Irã iniciou-se em fevereiro de 2026, com ataques americanos e israelenses a instalações militares iranianas. Após a morte de Khamenei, seu filho Mojtaba assumiu a liderança. O país respondeu com ataques a bases americanas na região do Golfo, afetando rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.