Presidente quer navios no Estreito de Ormuz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrentou uma série de rejeições de aliados europeus após solicitar apoio militar no Estreito de Ormuz, em meio ao conflito com o Irã. Alemanha, Itália e Grécia recusaram formalmente o pedido de envio de navios militares para a região.
A tensão escalou após Trump pressionar aliados europeus e membros da OTAN para auxiliarem na patrulha do Estreito de Ormuz, via marítima estratégica por onde circula aproximadamente 20% do petróleo e gás natural mundial. O Irã, que alega controlar o canal, tem realizado ataques a embarcações comerciais na região.
* O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, foi enfático ao recusar a participação: “O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos”
* A Itália, através do chanceler Antonio Tajani, defendeu a via diplomática como solução para a crise, descartando qualquer envolvimento militar na região
* A Grécia também se manifestou oficialmente contra qualquer participação em operações militares no Estreito
O Reino Unido, por meio do primeiro-ministro Keir Starmer, mantém-se em posição de diálogo, afirmando que ainda não chegou a uma decisão definitiva. A França, sob liderança de Emmanuel Macron, indicou que consideraria uma possível missão internacional apenas quando os combates diminuírem.
Trump intensificou a pressão sobre países asiáticos, especialmente a China, que recebe cerca de 90% de seu petróleo através do estreito. Em entrevista ao “Financial Times”, o presidente americano enfatizou que os países devem proteger “seu próprio território”, argumentando que os EUA não dependem dessa rota marítima para seu abastecimento de petróleo.
O conflito já causou significativas perdas humanas. No Irã, a Cruz Vermelha reportou mais de 1.300 mortes devido aos ataques americanos e israelenses. Em Israel, 12 pessoas perderam a vida em decorrência de ataques iranianos, enquanto os Estados Unidos registraram 13 baixas militares.
A situação permanece tensa, com novos ataques sendo reportados no Golfo Pérsico. Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram ataques com mísseis e drones, enquanto o Irã mantém sua posição de manter o estreito fechado para os Estados Unidos e seus aliados.