O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (3) que uma nova onda de ataques contra o Irã acontecerá “em breve”. A declaração foi feita durante encontro público com o chanceler alemão Friedrich Merz na Casa Branca, em meio à escalada do conflito que já deixou centenas de mortos.
O conflito teve início no último sábado (28), quando os Estados Unidos e Israel iniciaram “grandes operações de combate” contra o Irã, com o objetivo declarado de desmantelar as forças armadas do país e seu programa nuclear.
Principais acontecimentos do conflito:
* No sábado (28), EUA e Israel iniciaram bombardeios no Irã, enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar. Em resposta, o regime iraniano realizou ataques em diversos países que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
* No domingo (1º), a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, junto com membros de sua família, incluindo sua filha, genro, neta e esposa, em decorrência dos ataques iniciais.
* Na segunda-feira (2), Trump declarou em entrevista à CNN que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã, prometendo que a “grande onda” dos ataques ainda estaria por vir. O presidente americano estimou que o conflito deve durar entre “quatro ou cinco semanas”.
* Na terça-feira (3), um bombardeio israelense atingiu a Assembleia dos Especialistas em Qom, no Irã, local que poderia estar recebendo uma reunião para a eleição do novo líder supremo do país. O prédio estava vazio no momento do ataque.
O último balanço do Crescente Vermelho do Irã indica que 787 pessoas morreram em decorrência dos ataques de Israel e dos Estados Unidos no país. As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a morte de quatro militares, com outros 18 soldados em estado grave após os contra-ataques iranianos.
Trump justificou as ações militares alegando que o Irã havia rejeitado “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e que os EUA “não aguentam mais”. O quarto dia de conflito foi marcado por bombardeios na embaixada norte-americana na Arábia Saudita, assim como em Teerã e Beirute.