Superbactéria leva ao fechamento de UTI em hospital de Campinas

Superbactéria leva ao fechamento de UTI em hospital de Campinas

Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Mário Gatti foi fechada para novas internações após detecção da bactéria KPC, resistente a antibióticos; pacientes foram isolados e plano de contingência foi adotado

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mário Gatti, em Campinas (SP), suspendeu novas internações após a identificação da superbactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) em sete pacientes. A administração hospitalar informou que, apesar de ser comum em ambientes hospitalares, o controle desta ocorrência tem se mostrado mais desafiador, mesmo com todos os protocolos de segurança em vigor.

A KPC é uma bactéria resistente a antibióticos que produz uma enzima capaz de destruir diversos medicamentos utilizados no tratamento de infecções bacterianas. Identificada no Brasil no início dos anos 2000, a superbactéria tem causado surtos periódicos em unidades de saúde.

Principais Características e Sintomas

* A KPC pode causar diferentes tipos de infecções, incluindo sepse, pneumonia, infecções do trato respiratório, urinárias e em feridas operatórias
* A transmissão ocorre principalmente por contato com fluidos de pessoas infectadas ou através de equipamentos médicos como ventiladores mecânicos, cateteres e sondas
* O risco é maior para pacientes internados com imunidade comprometida, especialmente em UTIs

Medidas de Contenção

* Os sete pacientes infectados foram isolados em um salão específico da UTI, com equipe exclusiva para atendimento
* Os outros 13 pacientes serão transferidos para enfermarias adaptadas como terapia intensiva
* Novos casos que necessitem de UTI serão encaminhados para outros hospitais da cidade

Segundo o infectologista e professor da Unicamp, Plínio Trabasso, “Elas vão se tornando resistentes aos antibióticos que a gente vai utilizando e por isso elas são mais prevalentes nesse próprio ambiente. É muito importante fazer o controle da disseminação, inclusive, porque o tratamento é dificultado”.

A coordenadora Andrea Von Zuben ressaltou que “Isso já foi feito na época da Covid e faremos novamente. Será uma exceção pacientes que irão para fora do Mário Gatti”.

O hospital mantém-se aberto para casos de urgência e emergência, e um plano de contingência foi enviado ao Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa). Medidas preventivas já estavam em andamento, incluindo limpezas terminais de leitos, intensificação da higienização das mãos e capacitações para equipes de limpeza.

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