
Danilo Neves, de 35 anos - Foto: Reprodução/Instagram de Danilo Neves
O corpo do professor brasileiro Danilo Neves Pereira, de 35 anos, foi repatriado ao Brasil na manhã desta segunda-feira (11/5).
Encontrado morto na Argentina após sair para um encontro em Buenos Aires, o professor chegou ao país via Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e seguiu para Goiânia, onde será velado e sepultado nos próximos dias.
Danilo Neves Pereira desapareceu no dia 14 de abril, depois de se encontrar com um homem que havia conhecido por meio de um aplicativo.
O corpo foi localizado seis dias depois, em 20 de abril, no hospital Ramos Mejía, onde deu entrada em estado crítico, apresentando sintomas de intoxicação e pneumonia.
O homem que saiu com Danilo Neves Pereira chegou a ser preso, e a Polícia Turística da Cidade de Buenos Aires investiga o caso.
As circunstâncias da morte de Danilo Neves Pereira geram preocupação entre amigos e familiares, que buscam mais informações sobre o ocorrido.
Antes de desaparecer, ele havia enviado mensagens a amigos relatando comportamentos estranhos do homem com quem se encontrou e expressando medo de estar sendo perseguido.
Segundo as pessoas próximas, Danilo Neves Pereira era uma pessoa muito responsável e não desapareceria por qualquer coisa.
Uma trajetória acadêmica e artística interrompida
Danilo Neves Pereira havia se mudado para a Argentina para concluir sua tese de doutorado, que, de acordo com um amigo, seria defendida no próximo mês.
O professor ministrou aulas de inglês durante 12 anos no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde também cursou a graduação e o mestrado.
Antes de se mudar para o país vizinho, ele morava no Rio de Janeiro, cidade em que era doutorando em linguística aplicada na universidade federal.
Em 2025, Danilo Neves Pereira lançou o livro "Dividir-me-ei em três e outros contos".
Além da carreira acadêmica, ele também era artista e dava vida à drag queen "Zelda, The Queen" no Brasil.
Em Buenos Aires, o goiano morava sozinho e contava com apenas dois colegas como rede de apoio, o que tornava sua situação ainda mais vulnerável.