Presidente da CPMI do INSS diz que relatório deve ser votado nesta sexta
Senador Carlos Viana defende aprovação do texto

Presidente da CPMI do INSS diz que relatório deve ser votado nesta sexta
Senador Carlos Viana defende aprovação do texto, cobra responsabilização de investigados e afirma que aposentados saberão “quem blindou” culpados caso proposta não avance
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) manifestou expectativa de que o relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS seja lido e votado nesta sexta-feira (27). A declaração foi feita em coletiva de imprensa após o Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria contra a prorrogação da comissão.
Em sua manifestação, Viana defendeu a aprovação do texto elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). “Se não for aprovado, quem perde não somos nós, porque o dono do relatório, que é o povo brasileiro, aposentados de todo o país, sabe exatamente quem blindou (os culpados)”, declarou o senador.
O parlamentar destacou que existe um esforço para buscar consenso com a base do governo em diversos pontos do relatório, embora reconheça possíveis dificuldades na questão dos indiciamentos. Viana também expressou esperança de que o trabalho da CPMI seja reconhecido pela Procuradoria-Geral da República, especialmente em relação aos 14 investigados atualmente presos.
“O que nós assistimos aqui é o fim do sonho dos aposentados brasileiros que foram roubados de ver uma investigação seguir em frente e chegar em todas as áreas do poder em nosso país, que infelizmente tem membros envolvidos neste golpe milionário contra a previdência brasileira”, afirmou o senador.
A decisão do STF que formou maioria contra a prorrogação da CPMI teve como ponto central o entendimento de que não cabe à Corte interferir em questões internas do Congresso Nacional. A divergência foi iniciada pelo ministro Flávio Dino e seguida por outros seis ministros, resultando em um placar de 6 votos a 2 contra a prorrogação.
O ministro André Mendonça, que havia determinado inicialmente a prorrogação por 60 dias, argumentou em seu voto pela preservação do direito da minoria parlamentar de manter as investigações. A análise do plenário focou na liminar que apontava omissão do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), por não ter realizado a leitura do requerimento de prorrogação.