Porto de Salvador tem funcionários presos por envio de cocaína à Europa

Porto de Salvador tem funcionários presos por envio de cocaína à Europa

Sete funcionários do Porto de Salvador foram condenados por enviar cocaína à Europa através de contêineres. Penas variam entre 13 e 18 anos de prisão

Sete funcionários do Porto de Salvador foram condenados pela Justiça Federal por participarem de um esquema de tráfico internacional de drogas que enviava cocaína para a Europa através de contêineres. As sentenças, que variam entre 13 e 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado, foram aplicadas após investigação que comprovou a existência de duas organizações criminosas operando dentro e fora do terminal portuário.

A investigação revelou um esquema sofisticado que se aproveitava de posições estratégicas dentro do Porto de Salvador para realizar o tráfico internacional. Os criminosos foram divididos em dois grupos distintos com funções específicas:

Grupo I – Organização Criminosa

* Vigilantes foram condenados por facilitar a entrada de cocaína no terminal, simulando procedimentos de inspeção
* Técnicos portuários utilizavam seu acesso a áreas restritas para inserir drogas em contêineres já inspecionados
* Os membros deste grupo foram condenados especificamente por participação em organização criminosa dedicada ao tráfico internacional

Grupo II – Tráfico Internacional

* Forneciam informações sigilosas sobre cargas e destinos
* Selecionavam contêineres específicos para “contaminação”
* Participavam diretamente da inserção de cocaína nas cargas
* Acessavam irregularmente a área portuária

A estrutura criminosa mantinha operações logísticas em diversos pontos de Salvador. Um galpão localizado no bairro de Pirajá foi descoberto com 1.341 quilos de cocaína que seriam posteriormente transportados para o terminal portuário.

A Justiça também reconheceu a prática de lavagem de dinheiro, onde os investigados utilizavam empresas e pessoas interpostas para ocultar os valores obtidos com o tráfico. A investigação foi fundamentada em um extenso conjunto probatório, incluindo imagens de câmeras de segurança, interceptações telefônicas, relatórios de inteligência, vigilância presencial e perícias em aparelhos celulares.

Um dos acusados foi absolvido por insuficiência de provas. Segundo o Ministério Público Federal, a condenação representa um golpe significativo contra uma estrutura sofisticada de tráfico internacional, destacando a importância de ações coordenadas no combate ao crime organizado transnacional.

A operação, denominada “Descontaminação”, foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, resultando no desmantelamento de uma das principais rotas de envio de entorpecentes para a Europa através do Porto de Salvador.

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