Valor praticado é 42% menor que o internacional

Petrobras mantém diesel abaixo do preço internacional mesmo com reajuste de 11,6%
A Petrobras mantém o preço do diesel abaixo do Preço de Paridade de Importação (PPI), mesmo após o recente reajuste de 11,6%. Segundo análises das consultorias Argus e StoneX, a defasagem em relação ao diesel russo, principal fonte de importação do Brasil, está em torno de 42%.
O cenário se complica com a possibilidade de aumento nos preços do diesel russo, devido à crescente demanda asiática e possível suspensão das sanções americanas. O Brasil importa entre 20% e 30% do diesel que consome, sendo que 58,8% dessas importações são de origem russa.
* O reajuste nas refinarias foi considerado “apenas parcial” por um executivo da Petrobras, que confirmou que os preços seguem abaixo do PPI calculado pela empresa
* A estatal justifica a decisão como parte de sua estratégia de não repassar volatilidade ao mercado doméstico, tendo reposto entre 40% e 50% da defasagem estimada
* Importadores expressam preocupação com a disparidade de preços e a possível dificuldade em manter as importações caso o diesel russo se torne mais caro
A situação pode se agravar com a possível suspensão das sanções americanas à Rússia, o que aumentaria a competição pelo produto russo. Atualmente, o Brasil mantém uma posição privilegiada nas importações, mas isso pode mudar com novos compradores entrando no mercado.
O mercado brasileiro já enfrenta pressões adicionais devido à intensificação dos leilões de combustíveis pela Petrobras, vista pelos clientes como uma forma de aumentar preços paralelamente à tabela oficial das refinarias.