Presidente da CPMI, Carlos Viana detalha suposta atuação do filho do presidente Lula em esquema de desvios de aposentadorias do INSS

© Lula Marques/Agência Brasil
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou esquema de desvios de aposentadorias do INSS, revelou detalhes sobre a suposta participação de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, no caso.
Segundo as investigações da CPMI, Lulinha teria atuado como intermediário entre operadores do sistema fraudulento e o atual governo federal. O parlamentar explicou que práticas semelhantes ocorreram em administrações anteriores, desde o governo de Michel Temer (MDB).
Detalhamento do Esquema
O esquema teve início durante o governo Temer, com lobistas operando descontos de sindicatos, associações e clubes de desconto dentro do INSS.
Três principais lobistas foram identificados: Antônio Carlos Camilo, Mauricio Camisotti e Roberto Lopes, do Conafer, que estabeleceram sistemas de influência na previdência.
De acordo com Viana, Antônio Carlos Camilo, conhecido como "Careca do INSS", teria contratado Roberta Luchsinger, que possui proximidade com Lulinha, para desenvolver um projeto de venda de canabidiol utilizando recursos da previdência.
"No atual governo, a informação é de que Antônio Carlos Camilo contratou uma senhora chamada Roberta Luchsinger, que tem uma amizade muito próxima com o filho do presidente da República para que eles montassem um esquema de venda de canabidiol usando o dinheiro da previdência", afirmou Viana em entrevista. O relatório final da CPMI solicita o indiciamento de 217 pessoas, incluindo Lulinha. O documento deve ser votado até sábado, quando se encerra o prazo regimental da comissão de inquérito.